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30 de Abril de 2024 às 07:04

Construção civil ganha 178 mil novos postos de trabalho em um ano


O total de trabalhadores registrados na construção civil avançou 6,71% em fevereiro de 2024 ante fevereiro de 2023. São 2,829 milhões de trabalhadores com carteira assinada este ano ou 178 mil a mais que no mesmo mês do ano anterior. A alta se repetiu nos três segmentos: construção de edifícios (+5,72%), obras de infraestrutura (+7,25) e serviços especializados (+7,40%), segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Desde o início da pandemia de Covid-19, o setor da construção registrou 712 mil novos empregos formais, comparando os meses de março de 2020 e fevereiro de 2024. Os dados representam cerca de 11,46% do total de 6,218 milhões de novos empregos criados no país durante o período. Assim, no segundo mês de 2024 já eram 2.829.843 trabalhadores no setor, número mais alto de profissionais formalizados desde janeiro de 2015.

Esse cenário foi apresentado durante coletiva de imprensa para divulgar os dados do estudo Desempenho Econômico da Construção Civil no 1º Trimestre de 2024 e Perspectivas, realizada nesta segunda-feira (29), pela internet. Na ocasião, foram apresentados os principais dados econômicos da construção, tais como geração de emprego e nível de atividade.

Apesar de responder por 6,15% do total de carteiras de trabalho assinadas, o setor foi responsável por 17,23% do total dos novos empregos formais gerados no país nos primeiros dois meses de 2024. O saldo foi de 81.774 novas vagas – ou 32,88% mais novos empregos – que no 1º bimestre de 2023. A construção de edifícios (+31,31%), as obras de infraestrutura (+34,31) e os serviços especializados (+33,95%) registraram índices semelhantes de crescimento.

Outro fator de destaque é que o salário médio de admissão na Construção, em fevereiro de 2024 (R$ 2.237,53) foi maior que a média (R$ 2.082,79) de remuneração entre todos os outros grupamentos de atividades econômicas, incluindo atividades de indústria e serviços – de acordo com os dados do novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE).

Além de estar acima da média, o salário do setor ficou abaixo somente do grupamento Administração Pública, Defesa, Segurança, Educação, saúde humana e serviços sociais. “Isso demonstra a força do segmento no mercado de trabalho nacional”, apontou Ieda Vasconcelos, economista da CBIC, que anunciou que a entidade revisou de 1,3% para 2,3% a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor para 2024, índice acima das previsões para o PIB Brasil deste ano.

Para o presidente da CBIC, além da alta contínua das contratações no setor, estão entre as razões para essa previsão positiva a expectativa positiva das empresas para compras e lançamentos e a projeção positiva para o crescimento da economia brasileira no ano, além dos efeitos das adequações previstas para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Correia destacou a queda das taxas de juros e a estabilização da inflação.

 

Leia mais: CBIC revisa para 2,3% projeção de crescimento da construção em 2024

 

Estados e municípios que mais empregaram

O estado de São Paulo (30.265) foi a unidade federativa que mais gerou empregos no setor da construção em janeiro e fevereiro de 2024, seguido de Minas Gerais (9.342), Rio de Janeiro (6.604), Santa Catarina (6.067) e Paraná (6.012).

Entre os municípios, o maior número de vagas geradas no 1º bimestre ocorreu em cinco capitais: São Paulo (11.681), Rio de Janeiro (5.353), Goiânia (2.012), Belo Horizonte (1.889) e Salvador (1.886).

Nos primeiros dois meses do ano, somente Amapá, Rondônia, Maranhão e Piauí apresentaram resultados negativos no mercado de trabalho do setor. 

 

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